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Partnerships for better mental health worldwide: WPA recommendations on best practices in working with service users and family carers.

15 11 2011


Para dar início a esta nova rubrica, proponho a leitura do editorial do volume 6 da World Psychiatry de 2010, a autoria do então Presidente da WPA, Mário Maj, e o artigo sobre as considerações propostas pela WPA para orientar a implementação de serviços de saúde mental na comunidade, pois parecem-me de uma enorme importância no contexto actual das politicas de saúde mental em Portugal. Conforme o Professor Maj refere, “este documento já pertence a uma "segunda geração" de propostas sobre esta matéria, uma vez que beneficia da experiencia dos países que desenvolveram de forma mais activa serviços de saúde mental na comunidade, salientando não só o que deve ser feito neste processo, mas também os erros que devem ser evitados".
Dos vários aspectos importantes que sobressaem da leitura destes textos, não posso deixar de referir aquele que salienta a necessidade de se ultrapassar “a estéril retórica sobre se é melhor o tratamento no hospital ou na comunidade, para considerarmos qual a combinação destes ingredientes mais apropriada a um determinado local num determinado momento” , já que, “em última análise, o hospital é parte da comunidade […]”. Não interessa qual o ambiente terapêutico, “o importante é que os técnicos sejam capazes de ajudar as pessoas com doença mental a alcançar os seus objectivos de recuperação” .
Acima de tudo, é urgente criar as condições para a implementação de serviços verdadeiramente capazes de responder às necessidades das pessoas que sofrem de problemas de saúde mental, baseados numa perspectiva de “recovery” e “empowerment” que há muito deveria ter deixado de permanecer, apenas, no campo teórico.
Para complementar estas leituras proponho, ainda, as recomendações da WPA para boas práticas no trabalho com utentes e familiares recentemente publicadas. Em Portugal ainda estamos longe de "ouvir a voz" daqueles que sofrem de forma directa, e indirecta, a experiência da doença mental, e ainda menos a sua participação activa nos processos de decisão sobre questões que os afecta e sobre as quais são parceiros fundamentais. É, pois, fundamental contribuir para a criação de condições que permitam esta inclusão, o que faz com que a leitura destas recomendações seja um bom ponto de partida para uma reflexão mais aprofundada.

Para mais informações consulte o texto que se segue:
Partnerships for better mental health worldwide: WPA recommendations on best practices in working with service users and family carers.


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