O acesso ao mercado de trabalho reveste-se de uma importância estruturante para as pessoas, proporcionando-lhes uma participação activa na comunidade e uma garantia de igualdade de direitos e oportunidades fundamentais. No entanto, a crescente competitividade dos mercados gera, por vezes, situações de exclusão social, que recaem tendencialmente sobre grupos em situações mais vulneráveis.
O conceito de Emprego Apoiado surge na década de 80, no sentido de criar medidas que favoreçam, potenciem e dignifiquem o acesso de pessoas com problemáticas graves ao mercado de trabalho.
Foi criada, neste âmbito, a Rede Europeia de Emprego Apoiado (EUSE, European Union of Supported Employment), que conta com a participação de vários países da Europa.
Ao longo dos anos o investimento em medidas de emprego apoiado tem vindo a evoluir, desde os primeiros projectos-piloto, que surgiram como uma resposta destinada a pessoas portadoras de deficiência, passando posteriormente a alargar-se para outros públicos, como as pessoas com doença mental grave.
Em Portugal, no âmbito do Decreto-Lei nº 290/2009 de 12 de Outubro, é definido o regime de concessão de apoio técnico e financeiro para o desenvolvimento de políticas de emprego, que contempla, entre outras, o Emprego Apoiado, tendo em conta diversas modalidades. O Fundo Social Europeu permite, através do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) do Quadro de Referência Estratégica Nacional 2007-2013, o financiamento destas medidas de emprego, que são executadas pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP, I.P).
Vários estudos referem que o investimento na empregabilidade das pessoas com doença mental é essencial para o recovery e contribui para a redução de situações de isolamento e exclusão social, proporcionando oportunidades de estabelecimento de novas relações interpessoais e ao fortalecimento das redes de suporte social, bem como ao aumento do empowerment.
Neste âmbito, divulga-se o artigo “Os contributos do emprego apoiado para a integração das pessoas com doença mental” publicado em 2010, que apresenta uma análise da evolução deste modelo e explora as principais evidências científicas do seu impacto positivo junto de indivíduos com perturbação mental grave.
Consulte aqui o artigo:"Os contributos do emprego apoiado para a integração das pessoas com doença mental"
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