Em 2011, o 2º Prémio de Jornalismo Nacional da Hungria foi atribuído ao trabalho realizado na área da saúde por Rita Makarész, no qual são abordados os benefícios do exercício físico em pessoas com experiência de depressão grave. Neste trabalho jornalístico, Rita Makarész reuniu dados que atestam o contributo de um estilo de vida saudável na diminuição dos sintomas da depressão.
Neste trabalho é feita referência à conferência sobre a prevenção da depressão e do suicídio e o seu impacto social e económico em contexto europeu, que decorreu em 2009 e foi organizada conjuntamente pela Hungria e União Europeia, com o apoio da Organização Mundial de Saúde. A depressão afeta atualmente 13% da população da Europa, sendo que os números continuam aumentar consideravelmente, com uma maior incidência nas mulheres. Em 2004, a despesa relacionada com a depressão foi de 1% do PIB da Europa e, segundo as observações feitas pelos governos nacionais, os custos duplicaram ao longo dos últimos 10 anos. De acordo com uma previsão da OMS, em 2030, este será o problema de saúde mais significativo da União Europeia, tendo um forte impacto no mundo do trabalho e dando origem a custos elevados e a uma perda significativa de produtividade.
A autora sugere que a atual crise económica e financeira poderá exercer influência no aumento de casos de depressão grave e da taxa de suicídio, tendo em conta situações crescentes de desemprego e consequentemente carências económicas que alteram as condições e estilos de vida.
Rita Makarész refere vários estudos que apontam para que um estilo de vida saudável possa prevenir o surgimento de depressão, bem como reduzir os seus sintomas. Um dos trabalhos apresentados sugere que a prática de exercício físico por pessoas com depressão se associa a uma menor intensidade de sintomas, comparativamente com indivíduos com estilos de vida mais sedentários.
É ainda mencionada a relação entre a obesidade e a depressão, sendo que na base desta constatação poderão estar preconceitos em torno do excesso de peso a que se associam problemas de autoestima e sentimentos de culpabilidade. A prática de exercício físico é apresentada como uma estratégia de intervenção adequada para estes indivíduos, podendo contribuir para um efeito positivo sobre o humor e a autoestima, reduzindo assim o risco de depressão.
Perante os dados apresentados no artigo jornalístico de Rita Makarész, é possível inferir que um investimento num estilo de vida saudável, que inclua a prática de exercício físico e uma alimentação equilibrada, a que se lhe associe uma rede de suporte social adequada se constitua como uma estratégia de prevenção e redução de danos provocados pela depressão.
Leia o artigo vencedor na íntegra: EU Health Prize for Journalists 2011.