De acordo com o novo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE; Dezembro, 2011) "Sick on the Job? Myths and Realities about Mental Health at Work", a doença mental é um problema gradual na sociedade e começa a afectar crescentemente a produtividade e o bem-estar no mundo do trabalho. De acordo com o mesmo, uma em cada cinco pessoas sofre de uma doença mental, como sendo a depressão ou ansiedade e muitas têm dificuldade de adaptação e de coping.
O relatório desafia alguns mitos que circundam a temática da saúde mental e conclui com algumas sugestões que devem ser avaliadas enquanto possíveis soluções.
Entre 55% e 70% das pessoas com diagnóstico de perturbação mental encontra-se profissionalmente activas, no entanto, a taxa de empregabilidade neste grupo é entre 10% e 15% inferior à população geral.
Três em cada quatro pessoas com perturbação mental parecem evidenciar uma menor produtividade no trabalho, quando comparados com trabalhadores da população geral, sendo o absentismo mais frequente em trabalhadores com perturbação mental.
A crescente insegurança no emprego e a pressão sentida no local de trabalho prevêem um aumento dos problemas de foro mental nos próximos anos, afirma a OCDE. Ainda, de acordo com o clima económico actual, mais pessoas se preocuparão com a segurança no trabalho. Deste modo, e uma vez que a maior parte das perturbações mentais surge durante a adolescência, ações e intervenções precoces são fundamentais na abordagem a este problema. Em muitos países da OCDE, cada vez mais jovens requerem apoios e subsídios sociais, significando estes dados que a população subsidiária se está a tornar gradualmente mais nova.
De forma a ajudar a pessoas com uma perturbação mental, é necessária uma nova abordagem, especialmente no mundo do trabalho, reforça a OCDE. Isto inclui condições de trabalho adequadas que reduzam e/ou promovam formas saudáveis de lidar com o stress, com uma monitorização sistemática de comportamento saudáveis, com apoio direto aos trabalhadores na redução dos níveis de conflitualidade por vezes existentes nos locais de trabalho, combatendo, deste modo, os absentismos desnecessários causados por problemas de foro mental.
Saiba mais sobre os resultados do Relatório.