Os números, revelados à Lusa pelo psiquiatra Luís Câmara Pestana, presidente da Associação Portuguesa de Psiquiatria Psicológica, indicam que, nos homens, a depressão passou de sétima causa de incapacidade permanente para terceira causa em apenas um ano. O especialista lembra também que a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a depressão é das principais causas de incapacidade para o trabalho.
De acordo com a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria, a prevalência anual da depressão entre trabalhadores é de 6,4% e, só em 2010, o custo desta doença, em perda de produtividade, estimou-se em 72 milhões de euros, na União Europeia.
Câmara Pestana frisa que o stress, a depressão e a ansiedade são apontados por um estudo europeu recente como a segunda causa mais relevante de problemas ligados ao trabalho, logo a seguir às doenças reumáticas e de esforço muscular.
Segundo a psiquiatra Lucinda Bastos, responsável da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), o impacto da depressão no trabalho traduz-se em absentismo, diminuição da produtividade, aumento de erros e acidentes de trabalho, problemas disciplinares, tensão e conflitos, incapacidade prolongada e reforma precoce.